Editora: Martin Claret
Páginas: 240
Classificação:
Além de constituir um vívido retrato de época, com as convenções e costumes da sociedade rural inglesa do começo do século XIX, Persuasão — o último romance que Austen escreveu, publicado postumamente em 1818 — conta a bela e sedutora história de Anne Elliot e Frederick Wentworth, os quais, oito anos depois do rompimento de seu noivado, reencontram-se, todavia em circunstâncias bem diferentes daquelas do passado.
"Fora obrigada a ser prudente na juventude, aprendera o romantismo à medida que envelhecia: a sequela natural de um começo antinatural." - pág. 31
Com "Persuasão" foi diferente das outras histórias que li da Jane Austen, por que antes de ler a obra literária já tinha visto o filme produzido pela BBC de Londres. Depois de assisti-lo fiquei mais animada para ler o livro, e ao terminar a narrativa pude julgar que o filme foi bem fiel, como as outras adaptações das obras da autora produzidas pela BBC.
Em mais um clássico romance, Jane Austen nos apresenta a história de Anne Elliot e Frederick Wentworth, que se reencontram depois de oito anos separados, após o rompimento de seu noivado. Forçados a conviver e estar na presença um do outro, não há forma de não lembrar do passado. E para srta. Elliot se torna uma lembrança constante de que havia deixado ir embora aquele que sempre fora, e sempre seria, o único que havia amado.
Mesmo que Anne não esteja nada confortável com a volta do capitão Wentworth, sente-se feliz de poder voltar a vê-lo. Ao contrário de Frederick que parece nem se importar com sua presença, como se anos atrás eles nem houvessem chegado a se conhecer, e menos declarado seus sentimentos um para o outro.
"... Não podia haver dois corações tão abertos, gostos tão parecidos. sentimentos tão uníssonos, rostos tão bem-amados. Agora eram dois estranhos; pior do que estranhos, pois jamais poderiam relacionar-se. Seriam perpetuamente dois estranhos."
- pág. 58
Com mais uma história de suspirar e dar aquele friozinho na barriga, típico dos maravilhosos romances de Austen, o livro mostra a estrutura dos casamentos do século XIX, onde o amor não era exatamente o motivo primordial de um matrimônio. Mulheres casavam-se com aqueles que estavam acima ou no mesmo nível social que suas famílias. Corações eram partidos, e amores deixados para trás. Mas, e quanto a Anne Elliot e Frederick Wentworth? Existe forma de o amor sobreviver a oito ano de separação? O verdadeiro amor realmente supera todos os obstáculos? Será que Frederick poderia perdoar Anne por ter desistido dos dois?
"Quando os olhos dela pousaram sobre ele, os dele pareceram retirar-se dela. Era o que parecia. Parecia que ela chegara um segundo tarde demais;"
- pág. 163
Anne, tem características comum as outras heroínas da autora, doce, romântica, mas, menos decidida e corajosa do que as protagonistas das outras histórias que li de Jane. Por isso minha heroína favorita continua sendo Elizabeth Bennet.
O capitão Wentworth no início da história me pareceu meio apagado, mas, era devido a distância que ele mantinha da srta. Elliot, e com o passar do livro ele ganhou meu coração, principalmente depois de uma certa carta
(sem mais!), conquistando o quarto lugar entre os meus heróis favoritos das histórias da autora.
Um detalhe muito legal nessa edição da Editora Martin Claret é que contem um "
capítulo excluído", que se trata do primeiro final dado a história! Curiosos?
Mais uma vez, super recomendo, afinal Jane Austen é sempre Jane Austen!
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