Mostrando postagens com marcador deb caletti. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador deb caletti. Mostrar todas as postagens

domingo, 28 de abril de 2013

Meu amor, Meu bem, Meu querido ~ Deb Caletti

Editora: Novo Conceito
Páginas: 240
Gênero: Comédia Romântica
Título Original: Honey, Baby, Sweetheart
Classificação:
É verão no nordeste da cidade de Nine Mile Falls e Ruby McQueen, de 16 anos, comumente conhecida como A Garota Calada, está saindo com o maravilhoso, rico e louco por emoções Travis Becker. No entanto, Ruby está num beco sem saída e percebe que se arrisca cada vez mais quando está com Travis. Em um esforço para manter Ruby ocupada, sua mãe, Ann, a arrasta para o clube de leitura semanal que ela comanda. Quando descobrem que uma das criadoras do clube é a protagonista de uma trágica história de amor que estão lendo, Ann e Ruby planejam um encontro dos amantes de longa data. Contudo, para Ruby essa missão acaba sendo muito mais do que apenas uma viagem...
-----------------------
Acabo de terminar esse livro que tem uma das capas mais legais que a Novo Conceito já reproduziu.
Que livro de cara bonita, minha gente!
Os pezinhos (olha a sapatilha linda!) para fora da janela do carro, a combinação de cores e o raminho de flores translúcido (você já notou ele?) no título ganhou meu coração. Mas, esse livro não é só um rostinho bonito não! É muito mais!
Alguém aí se lembra do que falei sobre meu amor por fazer listas? Tenho uma lista de autoras favoritas, por exemplo, na qual constam Meg Cabot, Sophie Kinsela, Tahereh Mafi, Sarah Dessen, Stephenie Meyer e, mais recentemente, Deb Caletti. SIM! Deb Caletti acaba de entrar para minha lista de autoras das quais eu compro os livros sem nem ler a sinopse, por que sei que serão bons! Você tem alguém assim? (:
Não que Meu amor, Meu bem, Meu querido (meu xuxu) seja melhor do que o outro livro da autora que temos por aqui, também publicado pela NC, Um Lugar para Ficar... não é. Mas, foi a confirmação que eu precisava para crer que Deb é extremamente talentosa com as palavras. Eu faria um soneto ao seu talento se não estivesse tão cansada de ler sonetos para a faculdade (:
A história gira em torno de Ruby McQueen, uma garota que não é tímida, mas que escolheu ser uma garota calada por um motivo meio idiota. Ela passa muita vergonha. Não que eu ache que seja um bom motivo, ou que isso tenha realmente sido abordado por Deb no livro. Acho que ficou meio solta, essa parte. Não se explora no livro a vida social de Ruby tão a fundo, de maneira que achei a informação desnecessária, mas o fato é: ela não é do tipo mulher de bandido.
Mas, mesmo assim acaba envolvida com Travis Becker.
Uma pausa para declarar que o Travis de Deb Caletti não é tão bad quanto o Travis da Jamie McGuire, então não se empolguem por aí! (: Ele é, na verdade, um filhinho de papai ridículo e boçal.
De volta a programação normal...
Ela se envolve com o tal do Becker, mas nem ela mesmo entende o porquê. Eu não acho que exista um momento em que ela esteja, realmente, apaixonada pelo cara. Só acho. Mas, enfim... ela começa a sair com ele, contrariando seu bom senso.
"Existem coisas pequenas, poucas palavras, um instante no tempo, uma decisão que se toma, que são atos irremediáveis, irreparáveis. Escolhas precipitadas que, no fim, são tão poderosas quanto placas tectônicas no fundo da terra. Um único instante: sim ou não?" - pág. 138
 Ruby tem uma família muito legal, embora sua mãe não seja um modelo de equilíbrio emocional e seu pai (não gosto dele) seja... nem sei o que. Chip jr., o irmão mais novo de Ruby, é um fofinho muito inteligente. Ann, a mãe de Ruby, trabalha na biblioteca da cidade, é tão viciada em ler que até cozinha lendo(o que é que tem eu? hum!) e mantém um clube de leitura com idosas. Elas e ele (por que temos um menino no grupo!) são os melhores personagens.
Temos Peach (minha favorita), Miz June, a sra. Wong, Anna Bee e Lilian. E o Harold. Ele é tão legal (:
"- Lembre-se disto. - Peach balançou o dedo na minha cara. - Se uma pessoa velha é dócil, provavelmente ela sempre foi dócil. Se ela é sábia, provavelmente sempre foi inteligente. Ninguém muda tanto." - pág. 102
O livro é romântico, por conta do resgate dessa antiga paixão. Mas, nem o casal formado por Ruby e Travis, nem os relacionamentos de Ann (não vou dar spoiler) são realmente grande coisa na história. Se quer uma dica de qual é meu casal favorito... bem, não posso dar spoiler, mas só digo que a cena mais fofa deles está na página 223 do livro ;)
Então, como Ruby está nessa de namorar um cara mal, a mãe dela decide que ela deve ir à reunião das Rainhas Caçarolas, como é conhecido o grupo, para manter a cabeça em outras coisas. E, quando Ruby se mete em uma situação complicada demais, ela acaba mergulhando de cabeça em um misterioso caso de amor de uma das integrantes do grupo.
"A magia da determinação e do amor na sua forma mais pura. Não o amor de televisão, com sua luzinha rala, brilho de lantejoula; não o sexo, com salto alto e grandes dramas, tudo muito pequeno ou muito exagerado; mas apenas amor." pág. 154
O nome do livro é um capítulo a parte. Brincamos na page do blog que chamamos o livro aqui em casa de "Meu bem, Meu amor, Meu querido, Meu xuxu" ou que o chamávamos a la Dona Florinda...


Mas, besteirol a parte, a título é explicado em uma explanação interessante feita por Miz June, a bonitona do grupo, sobre o que um relacionamento longo significaria para ela à essa altura da vida. Gostei da maneira como Deb retrata as "garotas" do clube. Não são vovozinhas que fazem tricô. Elas gostam de ler, saem pra balada, procuram namorados, usam maquiagem... ela estão vivas. E isso é tão legal!
Outro ponto bacana é maneira como a história se desenrola de forma rápida, mas não muito. Há um equilíbrio bacana, frases lindas que nos levam a refletir sobre o amor, a família e as coisas que realmente tem valor. Mais um ponto: quanto tempo temos para fazer as coisas que devemos fazer, que queremos fazer?
"Uma pessoa não é, nunca, tão calada ou incontida quanto parece, ou tão boa ou tão má, ou tão vulnerável ou forte, ou tão doce ou irascível; somos uma grossa camada de páginas atrás de páginas cobertas por uma capa. E o amor não é um livro em si, mas a lombada. Pode nos separar ou unir." - pág. 229
Escrevi uma mensagem para a Deb hoje à tarde, dizendo o quanto gostei do livro. Acho lindo o talento de transformar palavras em uma bonita mensagem. Tocar as pessoas. Esse livro me tocou. Por sua simplicidade. Sonho em fazer algo assim um dia. Quem sabe? Talvez eu tenha tempo ;)


UPDATE:
Musiquinha do Kaiser Chiefs para a protagonista? Sim, sim!
Ruby ~ Kaiser Chiefs

sábado, 12 de janeiro de 2013

[Entrevista]: Deb Caletti, autora do livro "Um lugar pra ficar"


[Logo abaixo da versão traduzida da entrevista vocês podem conferir a versão original em inglês]
[Bellow the tranlated version of the interview you can check the original english version]

Sim pessoas! Trazemos para vocês uma super hiper entrevista! A nossa convidada de hoje é Deb Caletti, autora do livro "Um lugar para Ficar"  publicado por aqui ela Editora Novo Conceito. Nossa primeira entrevistada do ano é uma super fofa! Muito simpática e atenciosa Deb falou com muito carinho para vocês que são fãs dela por aqui. Aproveitem!

VERBOLOGIA PINK - Oi Deb! Seu livro "Um lugar para ficar" tem sido muito comentado aqui no Brasil. O tema é forte e universal, algo assim pode acontecer com qualquer garota. Ao escrever, você imaginou que pessoas de outros países poderiam ler e se identificar com Clara e seu problema?

DEB - Sim, com certeza, porque a história de Clara, pode acontecer a qualquer um, em qualquer país. Homens ciumentos (e mulheres) são iguais, não importa onde eles vivem. Ter um relacionamento com alguém assim segue padrões muito previsíveis, independentemente da nacionalidade. E, independentemente da nacionalidade, é um relacionamento que vai fazer você se sentir pequeno, impotente e preso. Estou certo de que há homens e mulheres em todos os lugares que sofreram isso. E espero, também, que as mulheres e homens em todos os lugares possam ler meu livro e compreender os sinais de alerta.

VERBOLOGIA PINK - Você se inspirou em alguém para escrever a história de "Um lugar para Ficar"? Como foi trabalhar um tema tão forte para jovens leitores?

DEB - Eu estava inspirada para escrever "Um lugar para Ficar" principalmente depois de ver tantos livros pregando o "caras-intensos-são-românticos". Hmm... um livro de vampiros em particular me vem à mente. Preocupava-me que as meninas (e os meninos, também), estavam sendo alimentados com uma mensagem de que a possessividade e obsessão eram uma maneira de um cara mostrar o quanto ele te ama. Mas este tipo de relacionamento não tem nada a ver com amor, e tudo a ver com uma pessoa controladora e insegura. Eu queria mostrar como esse tipo de relacionamento REALMENTE é. Não há nada de romântico nisso!

Escrever livros para jovens leitores é maravilhoso. Eu escrevi nove livros para adolescentes até agora (vários dos quais devem ser publicado no Brasil em breve). Eu sempre amei a honestidade dos meus leitores jovens, e a honestidade deles exige de mim como escritora. Mas, meus livros são lidos por pessoas de todas as idades. Eu tenho muitos leitores novinhos, e muitos que são muito mais velhos, também.

VERBOLOGIA PINK - Qual é o seu ritual pra escrever?

DEB - Eu gosto de escrever logo depois de sair da cama. Eu acordo, corro para a cafeteira, e levo a minha xícara de volta ao meu quarto. Em seguida, verifico meus E-mails mais urgentes.  E, uma confissão: eu quase sempre têm um cookie ou dois para sentir que o dia de escrita começou. Também costumo me subornar com chocolates. Eu costumo levar cerca de nove meses para obter as páginas iniciais de um livro, e então eu levo cerca de três meses mais para editá-lo.

VERBOLOGIA PINK -Você está trabalhando em algum projeto novo?

DEB - Eu tenho um romance para adultos que deve sair em Maio chamado "Ele se foi", sobre uma mulher que acorda e descobre que seu marido desapareceu. Os direitos do livro já foram comprados no Brasil - YAY! - então fiquem atentos. Também estou escrevendo um novo livro para leitores mais jovens chamado The Last forever. Mas, a história ainda é um segredo. ☺


VERBOLOGIA PINK - Você tem muitos fãs no Brasil (inclusive nós). Gostaria de enviar uma mensagem para aqueles que aguardam ansiosos por mais de seus livros aqui?

DEB - Eu gostaria de enviar uma grande mensagem de agradecimento a todos vocês. Fiquei tão emocionada com o número de blogueiros brasileiros que escreveram sobre "Um lugar para Ficar"! Eu realmente gostaria de saber português para que eu pudesse lê-los! Fico feliz em saber que todos estão aíestão lendo as palavras que eu criei aqui. Por meus livros encontarem lares no Brasil, eu sou uma mulher de sorte. Por favor, esperem mais de meus livros, que estarão chegando em breve pela Editora Novo Conceito. Apesar de eu não ter informações sobre as datas de lançamento, por favor, sinta-se livre para contatá-los, para que eles possam informar mais. Uma coisa é clara, I LOVE BRASIL! ☺

*breaking news* ~ em fevereiro a Novo Conceito lança mais um livro da Deb "Honey, Baby, Sweetheart" (aqui: "Meu amor, meu bem, meu querido"). A história gira em torno de Ruby McQueen uma garota tímida que vai passar por poucas e boas em um clube de leitura. Promete!


[Versão Original]

Yes people! We bring to you today an interview super hyper! Our guest today is Deb Caletti, author of "Stay" published by Editora Novo Conceito it here. Our first interviewee of the year is super cute! Very friendly and helpful Deb spoke with great affection for you that are fans of it here. Enjoy it!

VERBOLOGIA PINK- Hi Deb! "Stay" has been much discussed here in Brazil. The theme is strong and universal, something like this can happen with any girl. While writing, you imagined that people from other countries could read and identify with Clara and her problem?

DEB - Yes, definitely, because Clara’s story can happen to anyone, in any country. Jealous men (and women) are alike, no matter where they live.  Having a relationship with someone like that follows very predictable patterns, regardless of nationality.  And, regardless of nationality, it’s a relationship that will make you feel small, powerless, and trapped.  I am certain there are both women and men everywhere who have experienced this.  And I hope, too, that women and men everywhere can read my book and understand the warning signs.

VERBOLOGIA PINK - Are you inspired someone to write the story of "Stay"? How was it working like a theme for young readers?

DEB - I was inspired to write STAY primarily after seeing so many “intense guys are romantic” books.  Hmm – a particular VAMPIRE book comes to mind.  It worried me that young women (and young men, too), were being fed a message that possessiveness and obsession were a way that a guy shows how much he loves you.  But this kind of relationship has nothing to do with love, and everything to do with a controlling, insecure person. I wanted to show what that kind of relationship REALLY looks like.  There is nothing romantic about it!

Writing books for young readers is wonderful.  I’ve written nine books for teens now (several of which should be published in Brazil SOON).  I’ve always loved the honesty of my teen readers, and the honesty they require of me as a writer.  But my books are read by people of all ages.  I have many readers in there twenties, and many who are much older, too.

VERBOLOGIA PINK - What is your ritual when writing?

DEB - I like to write as soon after getting out of bed as I can.  I wake up, head for the coffee pot, and bring my cup back to my room, checking for urgent email before settling in.  And, a confession – I almost always have a cookie or two to get the writing day started.  I have also been known to bribe myself with chocolates if necessary.  I usually take about nine months to get the initial pages of a book written, and then I take about three more months to edit it.

VERBOLOGIA PINK -Are you working on any new project?

DEB - I have a novel for adults coming out in May called HE’S GONE, about a woman who wakes up to find that her husband has disappeared.  The rights to the book have been bought in Brazil – YAY! - so keep a watch for it.  I am also writing a new book for younger readers called THE LAST FOREVER.  But – the story is still a secret.☺


VERBOLOGIA PINK - You have many fans in Brazil (including us). I would like to send a message to those who await anxious for more of your books here?

DEB - I would love to send a big message of thank you to all of you.  I have been so thrilled to see the number of bloggers writing about STAY.  I only wish I could speak Portuguese so I could read them!  It makes me happy to know you all are over there reading the words I created over here.  For my books to have a home in Brazil – I am a lucky woman.  Please keep a watch for many more of my books, which hopefully will be out soon from Editora Novo Conceito.  While I don’t have information about release dates, please feel free to contact them, as they may be able to provide that information.  One thing is clear, I LOVE BRAZIL. ☺

Contact Deb:
Facebook
Twitter
http://debcaletti.com/

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

The Pink Track

Que tal mais uma trilha superbacana para um livro superbacana.
O The Pink Track veio da nossa mania de ler ouvindo música e atribuir elas aos personagens!
Escolhemos dessa vez com o livro "Um lugar para Ficar" da Deb Caletti.
A história de Clara vai dos Beatles à música latina! Ouçam e opinem! ;)

#CONTEM SPOILER


1. Fly - Hilary Duff
No começo do livro ficamos sabendo como foi a primeira vez que Clara e Christian se veem. Clara descreve tudo detalhadamente, como sendo um grande acontecimento que muda para sempre a vida dela.
O que acaba sendo verdade.
Na letra Hilary diz "Em um momento, tudo pode mudar" e logo no comecinho do livro, Clara define seu primeiro encontro com Christian assim:
"Você vive momentos banais, mais momentos banais e ainda mais, e então, de repente, algo monumental acontece na sua frente. Você vê o passado e o futuro se colidindo com o presente, seu próprio e pessoal Big Bang, e nada mais será igual a partir daí." pág. 8
2. Nothing Else Metters - Metallica 
Essa música fala sobre como quando estamos com alguém (não só de maneira romântica, mas vamos adaptar) não importa o que está em volta, desde que haja confiança. Clara passa toda sua história com Christian desejando que as coisas se ajeitem, que ele possa ser estável, mas não podemos controlar os desejos e a personalidade de outros.

3. Suggestions - Orelia Has
"E, assim, meu mundo se quebrou/ Eu mal consigo respirar, e agora estou aberto a sugestões/ No final do dia minha vida é uma lição" diz a música da Orelia. Clara não se torna amarga com as dificuldades pelas quais passa. Ela amadurece e cresce. Passa a ver que nem sempre devemos depositar esperança em algo ou alguém, podemos nos frustrar. Nos ferir.

4. Somos lo que fue - Jesse y Joy
Colocamos essa música na resenha que fizemos do livro. É uma música triste de término... imaginei que era algo que Clara diria para Christian. Ela não pode mais amá-lo, mas não consegue odiar também. Ela quer que ele fique bem, mas fique longe. Muito linda a letra.

5. Don't you worry child
Achei essa música muito a cara do Bob, pai da Clara. A relação dos dois é minha favorita no livro, e Bob é o melhor personagem.

6. Llorar - Jesse y Joy
Mais uma música da dupla mexicana Jesse y Joy, que também entrou pra trilha da resenha. Essa música eu ouvia nas cenas de Clara com Finn. Os dois tem um romance calmo e estável, sem que seja chato. O contrário da relação da protagonista e seu ex ciumento.
"De repente, bem ali, na praia com Finn Bishop, aprendi que o amor verdadeiro não é aquele que prende, sufoca, envolvendo os dois numa dança macabra. Não, ele deixa você livre pra pisar em chão firme, e para o outro poder fazer o mesmo, com bastante espaço entre vocês dois." pág 202
7. I'll Stand By You - Glee Cast
Outra música que me faz pensar em Bob Oates. O pai de Clara está sempre ao lado da filha, muda toda sua vida para ajudar Clara a se restabelecer. Durante o livro sabemos que ele não é perfeito, mas quem é?

8. Here Comes the Sun - The Beatles
Escolhi essa música para mostrar a vocês que as coisas terminam bem quando acabam bem. Não vou contar o final, mas basta dizer à vocês que se você se fortalece para superar seus medos, inseguranças, fraquezas... fica mais fácil fazer mudanças significativas na vida. Se isso fosse uma resenha, eu lembraria vocês que vocês PRECISAM ler esse livro, mas deixa quieto. ;)

Curtiram a trilha?
Opinem e comentem! Queremos saber se estão gostando das novas seções, em especial o TPT. (:

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Um Lugar para Ficar ~ Deb Caletti

Editora: Novo Conceito
Páginas: 272
Gênero: Romance/Drama
Título Original: Stay
Classificação:

O relacionamento de Clara com Christian é intenso desde o começo e diferente de tudo o que ela já havia experimentado. No entanto, o que começa como um grande afeto rapidamente se transforma em obsessão, e já é muito tarde quando Clara percebe que as coisas foram longe demais e que Christian está disposto a fazer de tudo para ficar ao seu lado. Então, Clara parte da cidade e Christian fica para trás. Ninguém sabe onde ela está, mas, mesmo assim, Clara ainda luta para se livrar do medo. Ela sabe que Christian não vai permitir que ela suma tão facilmente. Não importa para onde ela vá, nunca será longe o bastante...
--------------------------------------------------

"Você vive momentos banais, mais momentos banais e ainda mais, e então, de repente, algo monumental acontece na sua frente. Você vê o passado e o futuro se colidindo com o presente, seu próprio e pessoal Big Bang, e nada mais será igual a partir daí." pág. 8
Devo confessar que julguei "Um lugar pra ficar" pela capa, da qual ainda não gosto muito, e em seguida, pela sinopse. E estava sem muita vontade de lê-lo.
Quase nenhuma.
Mas, tenho um sério e altamente falado pelo menos por mim problema com pré-julgamentos, de modo que eu pensei: "quem você pensa que é pra não ler o livro? Só por que o bichinho não tem uma cara bonita?".
Ok. Parei.
Mas, o negócio é o seguinte: amei, com todo o coração, "Um lugar pra ficar".
É um livro de peito aberto, uma história que aprisiona o leitor. Não é nada sem criatividade e clichê, como a capa sugere, e muito menos um livro sobre psicopatas. Certo, tem um cara maluco pra caramba, mas não é o foco principal da coisa, pelo menos não na leitura que fiz da história de Clara.
A história gira em torno da fuga de Clara. Ela precisa deixar tudo que tem pra trás, sua casa, sua melhor amiga, seus colegas, a escola e... Christian. Clara e Christian desenvolvem um relacionamento forte, mais forte do que eles podem aguentar, principalmente Christian.
Não consegui odiá-lo, assim como Clara não consegue.
O livro é narrado em dois tempos, passado e futuro.
Clara nos fala de onde está, ela se muda com o pai para uma cidade de praia bem pequena,e onde esteve, ou seja, como tudo começou com seu relacionamento doentio com Christian.
Li em algumas resenhas que Clara é louca, imatura e fraca. Ela pode ser um pouquinho de cada uma dessas coisas, todos somos em algum momento, não? Mas, entendi o porquê de ela estar insistindo no relacionamento com Christian. Ela achava que podia consertar as coisas se dissesse e fizesse as coisas certas, mas quando trata-se de uma doença, não há nada que você possa fazer. E ela percebe isso, com o tempo... que cura tudo.
Clara percebe que tem que por um ponto final. Não dá pra continuar do jeito que está.
Ela foge para Bishop Rock.
"Eu já tinha tentado desvendar o lado sombrio de uma pessoa antes e tinha visto o fundo de sua alma. Enxerguei bem lá dentro, bem no fundo, e pode ter certeza, ninguém quer ver as coisas podres que estão lá dentro." pág. 38
Faz muito tempo que fico com tanta vontade de conhecer pessoalmente um lugar que conheci nas páginas de um livro. Quero ir pra Bishop Rock. Queria ver as casinhas, as ruas, o mar de lá (sou daquelas que acham que cada mar é um novo mar) e as pessoas. AH, e a gaivota.
 Certo, vai ler o livro por que não vou explicar a piada ;)
E nisso Deb (somos íntimas) me lembrou uma das minhas autoras favoritas de todos os tempos, a Sarah Dessen, arrisco dizer que quem é fã de Sarah, deve conhecer a Deb.
 Elas são parecidas no estilo.
Enfim, Clara vai parar nessa cidadezinha turística superbacana e vai tentar voltar a ser ela mesma. Por que o medo anda tomando conta de seus pensamentos ultimamente. E seu pai, sempre presente e apoiador, mergulha de cabeça na recuperação da filha. Bobby Oates é meu personagem favorito no livro. É o pai mais legal que conheci nos livros, mais do que Carlisle Cullen, muito compreensivo e sensível. Além disso, ele é escritor. O que o torna um ser humano maravilhoso. *-*
"Talvez ele gostasse da ideia de não saber ou talvez gostasse da aventura da descoberta. Uma vez, nós seguimos um holofote por quilômetros até chegarmos a um lançamento imobiliário no Fred Meyer, em Lynnwood. Meu pai nem ficou desapontado." pág 27
"- É lindo - sussurrei.
-Uma das tarefas mais difíceis do ser humano é saber quando ter a mente aberta - meu pai falou - E quando não a ter." pág. 84 
Clara está tentando superar seus traumas. E se mostra disposta a isso, a pesar de tudo o que acontece com ela, realmente se esforça pra se sentir melhor, pra tentar se acalmar, pra voltar a sorrir. Ela arranja um complicado emprego de verão, amigos novos e conhece Finn Bishop. (Meu Finn é o Dave Franco) Finn é totalmente o inverso de Christian. Ele é sereno, calmo, seguro, estável e um poço de alegria e bondade fundo como o oceano. Tudo o que ela precisa.
Gostei do fato de Clara não cometer os mesmos erros. De ela encarar os medos de forma tão direta. Ela não tem medo de gostar de Finn, não tem medo de amar de novo. E quando o medo tenta aparecer ela o manda para um canto bem remoto do seu cérebro.
"De repente, bem ali, na praia com Finn Bishop, aprendi que o amor verdadeiro não é aquele que prende, sufoca, envolvendo os dois numa dança macabra. Não, ele deixa você livre pra pisar em chão firme, e para o outro poder fazer o mesmo, com bastante espaço entre vocês dois." pág 202
Amo as frases de efeito de Deb Caletti. Tinha 20 quotes separadas para essa resenha, pra provar à vocês que precisam ler esse livro, mas não cabem todas aqui. Então tive de escolher algumas, partindo meu coração. Também encontrei o tal "kkkkkkkk" da página 179 e achei muito esquisito a editora colocar ele lá, mas não vou prolongar um caso que já foi tão comentado. Amei o livro, amei a história, a amei Clara Pea, amei Deb Caletti.
Gostei muito do final também.
Um conselho: dê uma chance para um livro com o qual você não foi com a cara. Ele pode ter um recheio bom demais.

 UPDATE MUSICAL:
Deixo aqui duas músicas para vocês. Uma para Christian, outra para Finn, respectivamente. Ambas da dupla mexicana Jesse y Joy. Espero que gostem :*